"Enraizou-se no senso comum que o golfista, espécie recente da fauna turística, é uma criatura que transforma em ouro tudo o que toca. Qualquer terra, munida de um amplo green de 18 buracos, transforma-se no paraíso: jorram riquezas, notas de dólares crescem nas árvores, diamantes aparecem debaixo das pedras. Foi de acordo com esta fantasia de milagre económico, desprovida do mínimo de sentido da realidade, que os governantes socialistas dos Açores entenderam por bem construir um campo de golfe na ilha do Sol. A lógica é, no mínimo, estúpida: desde que lá esteja o campo, milhares de forasteiros vão afluir, em bando, à ultra-periferia azórica para esvaziarem os bolsos."
Excerto de um texto publicado neste blogue ainda em 2007. Seria de esperar que com as constatações de que o golfe não é rentável nos Açores, de que a construção do campo terá impactos ambientais significativos e de que atravessamos uma grave crise económica este investimento desajustado e megalómano tivesse sido travado. Parece que não. Logo, é imperativo assinar uma petição para o efeito.