Monday, December 6, 2010

A César o que é de César

Têm sido utilizados variadas críticas para classificar a compensação monetária oferecida aos funcionários públicos açorianos - contrariando as medidas de austeridade contempladas no Orçamento do Estado para 2011. E nenhuma parece desapropriada para descrever este erro político clamoroso de Carlos César. Aceita-se que se diga que é uma medida clientelar para satisfazer o aparelho socialista insular; aceita-se que se diga que afinal nem todos estão obrigados a sacrifícios; aceita-se que se diga que é ridículo o argumento de que não vai custar nada aos cofres públicos. O que não se aceita é que se produzam as mais variadas atoardas sobre os "benefícios" de que usufruem os açorianos em termos de impostos e apoios à insularidade. E o que não se aceita mesmo é a interferência centralista numa decisão que cabe à esfera de competência de órgãos autonómicos democraticamente eleitos.